O acompanhamento da evolução da situação hidrológica na região centro do país esteve no centro da visita de trabalho do Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, à província de Tete, numa altura em que os principais rios da região continuam sob pressão devido às chuvas registadas nas últimas semanas.

A deslocação permitiu uma avaliação directa do comportamento hidrológico dos rios Revúbuè e Zambeze, cujos níveis, embora apresentem tendência de descida em alguns pontos, continuam elevados, exigindo atenção permanente das autoridades e das comunidades.
Durante a visita, o Ministro destacou que o país se encontra na fase final da época chuvosa, um período que, historicamente, ainda pode registar ocorrências significativas de precipitação. Neste contexto, sublinhou a importância de manter elevados níveis de prontidão institucional e vigilância comunitária, sobretudo nas zonas ribeirinhas e de risco.
Dados técnicos monitorados pela ARA-Centro, IP indicam que, no pico recente, os caudais atingiram valores elevados, traduzindo-se em maior volume e força de água nos rios. Embora inferiores aos registados em anos anteriores mais críticos, estes níveis continuam a representar risco de transbordos localizados, inundações de áreas habitacionais, interrupção de vias de acesso e perdas em campos agrícolas.
No terreno, a visita incluiu a observação de pontos estratégicos ao longo do rio Zambeze e de infraestruturas relevantes, permitindo uma leitura mais detalhada da evolução dos níveis hidrométricos e dos potenciais impactos nas comunidades circunvizinhas.

Para além da avaliação imediata da situação, o governante avançou que o Governo está a trabalhar, em articulação com autoridades locais e municípios, na definição de soluções de médio prazo para reduzir a exposição das populações às cheias. Entre as medidas em análise, destacam-se a identificação de áreas seguras para reassentamento e o mapeamento de zonas que, pela sua recorrente vulnerabilidade, não devem voltar a ser ocupadas.
Estas acções visam não apenas responder aos eventos actuais, mas também promover uma abordagem mais resiliente e sustentável na gestão do território, particularmente nas zonas propensas a inundações.
A ARA-Centro, IP, enquanto entidade responsável pela monitoria e gestão dos recursos hídricos na região, continua a assegurar o acompanhamento permanente da situação hidrológica, em estreita coordenação com o Governo e demais parceiros institucionais.
Neste contexto, a instituição reforça o apelo à população para a adopção de medidas de prevenção, com destaque para a não permanência em zonas de risco, a protecção de bens e o cumprimento das orientações emitidas pelas autoridades, como forma de salvaguardar vidas e minimizar impactos.





