No dia 6 de Novembro, no Dondo (província de Sofala), a ARA-Centro, IP realizou a IIª Sessão do Comité da Bacia do Púnguè, reunindo os administradores distritais que integram a bacia, representantes do INAM, INGD, as Direcções Provinciais de Agricultura e Pescas, Saúde/INS, utilizadores de água bruta e outros interessados. O encontro visou reforçar a preparação para a época chuvosa 2025/2026, apoiar a gestão hídrica e aumentar a resiliência da comunidade.

Durante a sessão foram apresentados vários temas-chave:
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O balanço climático e hidrológico da época chuvosa 2024/2025 na bacia do Púnguè, que indicou chuvas normais com tendência para acima do normal.
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A previsão para a época chuvosa 2025/2026, com risco moderado a alto de cheias para a bacia do Púnguè.
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A validação comunitária dos mapas de risco de inundação na cidade da Beira — fundamental para que as comunidades locais participem na identificação de zonas vulneráveis.
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O balanço agrícola da época passada, e a interpretação da previsão climática sazonal para os sectores da agricultura e saúde, destacando como a variação nas chuvas afecta as culturas, a irrigação e a incidência de doenças de origem hidrometeorológica.
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O impacto previsto da época 2025/26 no âmbito da gestão de desastres naturais de origem hidrometeorológica — a bacia do Púnguè é conhecida pela sua vulnerabilidade a inundações e tempestades.
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O relatório sobre os desafios da gestão de rega em 2024/25, e a apresentação do plano de rega para 2025/26 para o utilizador de água bruta Tongaat Hullet, reforçando o papel estratégico dos grandes agentes económicos na bacia.
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A gestão de infra-estruturas hidráulicas na bacia do Púnguè e a situação da qualidade da água, acompanhada de um plano de acção para garantir que os recursos hídricos se mantenham seguros, sustentáveis e resilientes.

Por que este encontro é tão importante
Este tipo de sessão é crucial para a preparação conjunta das instituições, comunidade e sector privado para a época chuvosa. A antecipação da previsão meteorológica e hidrológica permite planear medidas de mitigação, definir zonas de risco, reforçar sistemas de monitoria e aumentar o envolvimento das comunidades locais. Para a bacia do Púnguè — que historicamente enfrenta riscos de cheias e inundação, sobretudo na zona da Beira — a coordenação antecipada reduz perdas de vidas, bens e garante que sectores como agricultura, saúde e infra-estruturas estejam mais preparados. As previsões recentes apontam para uma época com chuvas normais a acima do normal, o que reforça a necessidade de vigilância e prontidão.

Próximos passos
A ARA-Centro, IP apelou a todos os actores presentes — administradores distritais, técnicos, comunidades, utilizadores de água e parceiros — para:
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garantir que os mapas de risco de inundação sejam socializados com as comunidades locais;
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reforçar a monitoria hidrológica e meteorológica na bacia;
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adequar as acções agrícolas e de saúde ao cenário previsto;
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assegurar que as infraestruturas hidráulicas estejam em condições para responder aos desafios da época chuvosa.
Com este compromisso conjunto, a bacia do Púnguè dá mais um passo rumo a uma gestão hídrica mais segura e resiliente.





